“A experiência de Cabo Verde na regulação e supervisão da Comunicação Social e verificação de factos” foi tema de uma conferência realizada em Luanda, Angola, no dia 28 de abril pela presidente da ARC, a convite a Entidade Reguladora da Comunicação Social Angolana, ERCA.
Na ocasião, Arminda Barros defendeu uma regulação do sector assente no respeito pela Constituição da República, pelas leis e pelo código deontológico e que respeite os direitos, as liberdades e garantias dos cidadãos, zele pela proteção de públicos vulneráveis e combata a desinformação e os conteúdos nocivos.
Na sua opinião, a criação de um centro de verificação de factos, em parceria com a Universidade de Cabo Verde e a Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde, constitui um dos instrumentos já criados para enfrentar esses fenómenos e terá como foco a análise de conteúdos difundidos nas redes sociais, onde ocorrem o uso indevido da liberdade de expressão, a difamação e o discurso de ódio, que hoje constituem grandes ameaças à paz social e à democracia.
O evento, em que participaram entidades governamentais, parlamentares, académicos, jornalistas e estudantes de comunicação social e ciências sociais, foi realizado no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, 3 de maio.